Eu não fumo. Nunca fumei, nunca achei graça. Não entendo quem, hoje em dia, com todas as informações contra essa maldição, acabando ingressando na lista de condenados à morte prematura. Outro dia, navegando aqui no UOL, li que a medicina prevê que em breve haverá um tipo de vacina contra a depêndencia química do cigarro, impedindo que as substâncias que viciam cheguem ao cérebro. Sim, uma vacina.
Só que tem gente que não larga o cigarro não pelo vício, mas pelo hábito. Igual comer biscoito. É uma compulsão. Aquelas drogas deliciosas de polvilho: mesmo quem não gosta ou não está com fome, acaba com um pacote. Dois. Três. Ô coisa.
Hoje, dia nacional de combate ao fumo, eu pergunto. E você, usaria a vacina da nicotina? Se usasse - e largasse a dependência química - continuaria fumando (pelo simples prazer de fumar)?
Eu sei de cor o número da minha identidade (e do CPF, do CEP, da conta de banco, é muito número, né?). Decorei na ordem, e quando perguntam, eu dito: 9054456.
Nunca parei pra pensar que isso quer dizer que eu sou a pessoa de número nove milhões, cinquenta e quatro mil quatrocentos e cinquenta e seis a ir lá na secretaria de Minas providenciar o documento. Isso quer dizer que, novecentas e quarenta e cinco mil pessoas depois, emitiram o documento 10 milhões: 10.000.000.
É um número bem mais fácil de decorar...